segunda-feira, janeiro 29, 2007

Confissão

Tenho o muito do tanto de tudo,
A invadir o muito do pouco do ser.
No fundo de uma ilusão sem fundo.
No avesso de uma morte por nascer.

Sinto bater sem querer ser,
o bater em querer o absurdo!
Vozes sussurram-me ao ouvido:
“Bate, bate … deixa o bater
levar-te assim,
para bem longe…
Do MUNDO!

2 comentários:

João Mãos de Tesoura disse...

Muito Florbela Espanca... não tanto pelo tom melodramático, mas sim pelo "bate, deixa-o bater..."

Lana disse...

pois eu acho lindo..melodramatico ou nao =)